No Olho do Furacão
  Música... Ah ! A música...

Notas  Soltas

 

Melodia sentimento,

Saxofonada em versos.

Tambores tribais,

Eruditamente esteio.

Manta aquece,

Notas soltas,

Entremesa com cordas, sopros 

E ritmos.

Prelúdio e réquiem,

Leito contexto.



 Escrito por Otto às 00h47
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  Aos Bateras



 Escrito por Otto às 00h24
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  Corpo Encontro Fusão

Dedos contagiados de procura,

Respiração tensa,

Encontro de pele com pele,

Seda sutil.

Formamos um só ser,

Lava da fusão.

Um beijo obsceno entre curvas,

sendas, lendas e

fendas.

Lascívia exposta,

flutuamos entre névoas,

esgueirando profundezas.

Eriçando volúpia incontrolável,

Teus seios apontam o rumo,

dos corpos extenuados,

da carne exposta.

Entre sussurros e gemidos,

Sem limites da nossa fusão.



 Escrito por Otto às 10h47
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  Música Embala

Silêncio sepulcral

Lábios inertes

Diálogos silentes

Corpos mural

Penumbra oração

Solo de sax invade

Cenário mutação

Desejos sem piedade

Música embala

Corpos em batalha 



 Escrito por Otto às 21h30
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  Corpo Guia

Fique assim

À deriva

Deixa-te levar

Pela correnteza sanguínea



 Escrito por Otto às 01h14
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  É quinta, e daí ? Foda-se !!!

Tinha que ser uma quinta para pintar esse clima reflexivo. Um balancete da vida. Talvez por inspiração alheia de alguns blogs, mas a real é que apareceu esse clima de pensar no que estamos ou deixamos de fazer. Ou o que está por vir... Sei lá, só sei que lendo alguns posts me deparei com minha crua realidade. Não é lamento, só um papo-intimista, sinto meus sonhos de alma relegados a um patamar inferior, onde os anseios de sobrevivência imperam. Ô cassete!!! Não quero isso, a vida merece mais do que somente compromissos burocráticos, posturas socialmente aceitáveis, tem horas que tenho vontade de escachar de tudo, botar a língua pra fora, fazer careta, debochar da manchete do jornal, nem ligar pros indicadores de economia... Fico a pensar nas geladeiras que estamos nos tornando, não se emocionar com um sorriso, deixarmos nos levar pela ira de um simples esbarrão na fila do banco... Putz !!! Quero levar a vida como imagino deva ser levada, cumprir a agenda sisuda e ao mesmo tempo dedicar toda atenção ao nascer do sol, a melodia da música, ao pedido de consolo do amigo, ao beijo de bom-dia, boa-noite, de pazes, de cumplicidade, de paixão...  Um filmizinho se passou na minha cabeça... E me vi recém chegado a esse mundo, o que esperar dele... Retrocedi décadas e me vi nu a imaginar: “ o que esse pirralho espera desse mundo... O que ele fará? Ou se fará diferença alguma ???

Nóias de mais uma quinta safada... Noite de excessos...

 



 Escrito por Otto às 23h06
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Noite chega narcotizada

Prelúdio de horrores

Brisa nicotinada

Sem chance de amores

Na espreita fantasmas

Hora de pecar

Cadê as armas?

Só me resta teclar



 Escrito por Otto às 22h53
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  Minha singela listinha

E as listinhas? Andam sumidas. Resolvi fazer a minha, para que o povo visitante me conheça um pouco mais. É um atestado de insanidade. Babaus com o pudor...

 

Positivo:

 

Discovery Chanel / fios de ovos / Jazz / beijo / Superinteressante / poesia / chuva / kibe / uísque / Pink Floyd / -x- censurado –x- / Veríssimo / Caverna do Ratão (boteco) / tese / Direito / futebol / Pulp Fiction / bateria / sexo / gelo / escrever / Barranco (restaurante) / Mozart / sinuca / Ana Paula Padrão / penumbra / piquenique / cafuné / estrada / tênis / Pat Metheny / tapete / disponibilidade / controle remoto / Mike Stern / noite / lua / diálogo / motel / internet / Zaffari / meia soquete / dicionários / Cinca / a turma reunida / Allan Kardec / violoncelo / nicotina / Sport Clube Internacional / Sorine / radinho de pilha / blues / azeitona / vaidade feminina / cozinhar / Piazzolla / água / fotografia / Fernando Pessoa / massagem / Sting / PT / cozinhar / jeans / palavras-cruzadas / gravata / Cristo / caminhar / inverno / chope / João Bosco / ar-condicionado / guitarra distorcida / MultiShow / decote / milonga / fauna / flora / oliva / pôquer / Albert Einsten / vela / xadrez / cotonete / M&M / sorriso / meu travesseiro / tempero verde / sutileza / Porto Alegre / cinza / lapiseira / isqueiro Zippo / dicotomia...

 

Dispenso:

 

Sertanejo, axés e afins / Coca-cola quente / celular desligado / mondongo / Faustão, Ratinho, Galvão Bueno e turma / cara amarrada / fofoca / TPM / Bush / acordar cedo / goteira / jeitinho brasileiro / lavar louça / rodeio / garçom inepto / bife de fígado / comida requentada / alarme de carro / mentira / arrogância / Diário Gaúcho / caneta falhando / indiferença...



 Escrito por Otto às 23h12
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  Epitáfio de um Taura

Estava indiferente ao falecimento de Brizola, até que assisti a dezenas de metros da janela do meu serviço o cortejo passar. Desde o falecimento tenho evitado noticiários, me incomoda a dissecação do fato promovido pela mídia.

Mas vendo o esquife ornamentado no caminhão de bombeiros, chuvas de lembranças vieram à tona. O levante da Legalidade, o enfrentamento com as forças militares, que já em 1961 almejavam dar o golpe. A fuga cinematográfica em 1964. O exílio.  O retorno triunfante com a Anistia. Sim, sei, os deslizes políticos dos últimos anos arranharam bastante a imagem. Mas, o momento é de boas recordações em respeito a trajetória. 

Fica o registro como uma singela homenagem. Agora vou por um tango e sorver uma generosa dose.

Foi-se um taura.



 Escrito por Otto às 21h29
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  PINKETES

Poesia numa de suas infinitas formas de expressão...



 Escrito por Otto às 16h37
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Neblina entre prédios,

tempo inverno,

dia que não raia.

Lembrança aquece,

desejo entrelaça

tua ausência.

 



 Escrito por Otto às 19h45
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  Bom Dia

Manhã acorda brilhante

Sol vazando alegria

Entre nuvens cobertas

Pássaros assoviam rimas

Vento refresca desperta

Universo ativo

Em tua homenagem

 Escrito por Júpiter 2 às 23h57
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  Trejeitos

Silhueta provocação

Mãos versos

Lábios profanação

Decotes tensos

Glúteos desejos

Pernas fatia

Olhar lampejos

Saliva hóstia



 Escrito por Júpiter 2 às 00h15
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  Ancoradouro

Esbarro na vida.

Levo assim, como por acaso,

Meio moleque.

Não combina com meus cabelos brancos.

Sinto o silêncio diferente de ontem,

Consigo contemplar o assovio matinal,

Contrastes de tempos oposto num mesmo.

O arco-íris da minha vida,

Por vezes se perde no horizonte dos devaneios.

Sintonizo o dial, mas a interferência,

Penetra sorrateira.

Preciso da tua bússola guia,

Tem olhar norte,

Teu toque âncora,

Teu abraço bunker,

Teus beijos asas,

Da tua insanidade lúcida.  

Essa música nunca foi tão perfeita assim.

A noite acolhe meu pensar,

Chego a te sentir me espiando,

Viro e nada,

Só sentimentos voando,

Fazendo sombras na minha cabeça,

Como um pequeno bote em alto mar,

Em dia de tempestade.



 Escrito por Júpiter 2 às 22h13
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  Dias Cinzentos

Dias cinzentos,

Chuva fina,

Frio chegando passo a passo.

É um cenário que me tira do sério,

Meu lado predador invade o set.

E pensar em ti uma conseqüência lógica.

Minha mente borbulha de reminiscências vividas,

Conversas travadas,

Lábios tocados,

Mãos perdidas,

Carinhos ousados,

Desejos interrompidos,

Pêlos arrepiados,

Músculos enrijecidos desnudam minha ira.

Chego a te sentir úmida da tua doce lascívia,

Cores, odores,

Sons, sussurros...

Seivas, licores do nosso desejo.

Quero me embriagar, me narcotizar,

Sair do sério.

Seduzir-te,

Deixar-me levar pelo teu gingar.

No meu ouvido dizer confissões secretas,

Realizar nossos sonhos de amantes.

Quero penetrar nesse mundo de mistério e magia.



 Escrito por Júpiter 2 às 22h06
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  Estrela Cadente

Meu All Star ,

não serve mais.

Abandonado no fundo gaveta,

como troféu de resistência.

Guarda na sola,

mapas de viagens,

ideologias,

guitarras distorcidas e utopias...

Cumpriu sua tarefa,

Inobstante proteços,

Conduziu-me até onde pode.

Combalido das convicções,

Hoje cético,

E nem tão ético,

Busca um lugar,

Seguro para descansar,

Cadarço frouxo,

Dos desbotados sonhos,

Em busca de brilho bússola.



 Escrito por Júpiter 2 às 20h58
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Pegadas

 

Fico perambulando,

Pelas gavetas de minha memória.
Vendo-te como só eu vejo,
Teus olhos sedutores me mirando.
Eu querendo que o tempo pare.
Estáticos na nossa descoberta.
Hoje só tenho as marcas de nossas pegadas.
Escrevo para te sentir próxima.
Pensar em ti,

Uma constância.

Escrever um lenitivo.
Te queria viva,

No meu mundo,
Dançar um tango,
Nos embriagar com nossas carícias,
Sorrir da banalidade,
Entristecer pela manhã que chega,

E a sisudez do dia-a-dia que invade nossa intimidade.
Saber que você é palpável,

E não uma construção da minha mente,

Tranqüiliza-me,
Me motiva a resistir.



 Escrito por Júpiter 2 às 00h32
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  Te Perdi

Te perdi em detalhes,

Em palavras não ditas.

O medo suplantou o desejo.

Querer-te agora,

Será que mereço?

O tempo zombou de mim,

Me fez pagão,

Ofuscou minha ética.

Hoje não mais te mereço,

Mesmo querendo-te.



 Escrito por Júpiter 2 às 00h29
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  SEXO

Não diga nada,

Feche os olhos,

Sele os lábios.

Agora é hora do corpo falar.

Verso bolinação,

Segredos em lambidas,

Cafunés e toques,

Ouço-te em suores,

Gotas de desejos.

Clitóris, pênis,

Encontro, conjunção,

Colóquio.

Penetro-te em cavidades,

Bossa nova, canção.

Arreganho-te em safadezas,

Diálogo de corpos,

Sucos, licores e deleites.



 Escrito por Júpiter 2 às 20h59
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  O Coração do Sol

No meu pequeno mundo

A brisa se arrasta.

Umidade me tornando imundo,

Como se o resto não bastasse.

 

Abro a janela e nada.

Entre goles, devaneio...

Busco horizontes,

E você não apareceu.

 

O sol brilha para todos,

Imundos, pedófilos, reis e rainhas.

 



 Escrito por Júpiter 2 às 20h57
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  Confissões de um Predador

Quando a noite se faz presente,

Algo acontece,

Coisas escondidas se atrevem sair.

Diálogo ameno,

Dou um jeito de profaná-lo.

Na primeira oportunidade,

Amarroto-te,

Desabotoando compromissos.

Driblo barreiras,

Avançando no teu corpo.

Mamilos acesos,

Desmentem trejeitos furtivos.

Minha ira se faz em músculos rígidos.

Não há como fugir,

Presa, predador.

Sem tempo para declarações,

Impõe-se o banquete da carne.



 Escrito por Júpiter 2 às 04h01
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