No Olho do Furacão
  Palco das Minhas Ilusões

Republico diante de uma sugestão de uma pessoa muito especial...



 Escrito por Otto às 17h54
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  Improviso

Hei, você !

Consegue me escutar

Digo verdades em gestos

Escute tocando-me

Não duvide do que digo

Você pode ver

Tudo está posto

Feche os olhos

Pulso corrompe

Sangue irriga

Tranque orgia

Corpos corda entrelace

(cd roda com Hey You, Pink Floyd persiste, publico de sopetão)



 Escrito por Otto às 03h52
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  Chuva Sentimento

Chuva carpideira       

Esconde lamento

 

Chuva fortifica

Instiga reminiscências

 

Chuva profilática

Higieniza atitudes

 

Chuva peneirada

Húmus pensamentos

 

Chuva melodia

Embala carícias

 

Chuva úmida

Licor libido

 

Chuva verdifica

Utopia sobrevive



 Escrito por Otto às 20h54
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  Cuidado com esse Machado

Estalos, ruídos,

Sombras desconexas.

Silêncio capela,

Penumbra assustadora.

Vejo-me perdido,

Comigo mesmo.

Sustos,

Pensamentos vagos.

Respiro tudo em volta,

O ar não basta.

Perdi o controle.

Tua imagem já não reflete

No tubo da minha lembrança.

A lámina afiada da tua ausência,

Como um machado impiedoso,

Dilacerando-me.

Pensar em ti,

Uma brincadeira perigosa,

Um labor masoquista.

Vício de desejo,

Impulso de dor e querer.

Entrego-me como oferenda,

Ao sacrifício



 Escrito por Otto às 21h46
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  Nasce uma Nova

Rompo com rotas

Órbitas

O infinito meu lar

Busco planetas, asteróides,

Satélites,

Novos mundos, civilizações e

Credos.

Átomo sustenta universo.

Íons curiosidade, núcleo mundano.

Desbravar viagem cósmica.

Eclipse, penumbra nascer.

Fluir, romper...

Nasce uma nova,

Ilumina anos luz.



 Escrito por Otto às 13h07
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  Mais uma quinta

Hoje a noite chega com uma pequena dose de euforia.  Talvez por um balancete positivo no aspecto profissional, broncas resolvidas e projetos iniciados.  Sei que até a trilha sonora mudou. Momento pop com Sting, para variar: volume alto.

A quinta envolve sapeca, vontade de fazer arte, dançar, tocar bateria, conversar, abraçar, beijar...

Cenário que provavelmente instigado pelos cachos dourados que cruzaram meu olhar no almoço. Reunião almoço, burocracia no prato principal.

Adentra cenário: sorriso cativante, roubando minha concentração. Derrubando argumentos.

Como seria seu nome? Desejei que fosse Glorinha, a mesma que Nelson Rodrigues descreve em “ O Casamento”. Sim, aquela menina verniz casta, porém devassa em segredos.

A minha Glorinha, menina mulher, amante fêmea.

Reparo detalhes, trejeitos. Preciso me fazer notado.

Já nem sei onde foi parar a pauta. Só ouço burburinhos.

Analiso pápeis inelegíveis. Tento disfarçar.

Sinto que cada gesto me denuncia. 

A reunião termina, sem saber do desfecho.  Só me vem à cabeça como descobrir meios de reencontrá-la. Será que ela me notou? Se positivo, não esboçou qualquer sinal. Essa é minha Glorinha ! Discreta, mas devassa na hora certa.  Sei, não diga nada. Deixa querer embalar mente...

 

Essa é minha imagem da quinta... Mais uma noite, mais uma quinta...



 Escrito por Otto às 23h28
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  Tempo de Criar

Agora é tempo de criar

Sede arrebata saber

Luz ameaça sombra

Escrevo medos em luta

Pensamento vagueia umbrais

Fresta insinua silhueta

Corpo transpira descobertas

Frio refresca preguiça

Penumbra mistério

Tateio trêmula neblina presença

A boca espuma sutilezas

Mão rabisca em teclas ao infinito



 Escrito por Otto às 20h45
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O sino bate,

Igrejas insistem.

Descrença satiriza beata.

O sino bate,

Chuva verdifica,

Surge esperança,

Você brota,

Quando já não havia ilusão.

Quilha embalada pela vela,

Singra oceano paixão.

Ancoradouro,

Querer-te atracar.

Corsário cético,

Hoje crente.

Você existe.

É por isso,

O sino bate.



 Escrito por Otto às 19h04
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  Mini Poema

Corpos

Silêncio

Suspiros

Toques

Ousadia

Conluio

Sexo

Êxtase



 Escrito por Otto às 23h26
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  Seven

Trafego beirando
Limites e conceitos,
Mesmo divagando,
Troco de leitos,
Feito nômade.
Surrupio, como,
Enlouqueço,
Faço gênero, fodo...
Quero pecar,
Todos capitais
E mandar postais.



 Escrito por Otto às 23h21
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Onde está?

Te sinto próxima do coração e

Longe da pele.



 Escrito por Otto às 01h21
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  Good bye Again (uma música de MIke Stern)

Adeus

 

Despeço-me hoje

Do peso da intolerância

Da palavra não dita

Outono, carvalho seco caí

Ciclo de vida

A crosta do ócio pesa

Adeus ao mofo, ao cadeado

Luz, ar, som

Outono, vento areja

Terra preta fértil

Húmus de esperança, plantio e colheita

Fruto, vida sabor.



 Escrito por Otto às 23h29
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  Quinta Psicodélica

Mais uma quinta, mas hoje comportada, até agora. Uma noite de reverenciar Pink Floyd, por mais que passe os anos ainda consigo me emocionar com as músicas, acho que meu lado adolescente negligencia em amadurecer. Tempos atrás até publiquei um poema: Meu All Star, que faz uma menção a esse lado juvenil.  Porém, a música floydiana transcende essas questões filosóficas. Hoje vou assistir todos meus Dvds do Pink, com um certo volume até sentir o agito na vizinhança... Enquanto escrevo roda o filme The Wall, vi esse filme no cinema em três sessões seguidas, sem dúvida foi o filme que mais assisti. 

O Lunático está na minha sala...

 

BRAIN DAMAGE

“The lunatic is on the grass.
The lunatic is on the grass.
Remembering games and daisy chains and laughs.
Got to keep the loonies on the path.

The lunatic is in the hall.
The lunatics are in my hall.
The paper holds their folded faces to the floor
And every day the paper boy brings more.

And if the dam breaks open many years too soon
And if there is no room upon the hill
And if your head explodes with dark forebodings too
I'll see you on the dark side of the moon.

The lunatic is in my head.
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
You re-arrange me 'till I'm sane.

You lock the door
And throw away the key
There's someone in my head but it's not me.
And if the cloud bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear.
And if the band you're in starts playing different tunes
I'll see you on the dark side of the moon.”



 Escrito por Otto às 22h14
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  Dores de querer

Sombras que assombram

Designos ameaçam

Mudança latente

Vejo-te em suspiros

Em respiros sustento

Carência sustenida

Dejesos travados

Represa contida

A espreita de ocasião

De pele com pele

Boca profanação.



 Escrito por Otto às 01h21
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  É terça

Hoje a noite não era para ser de uma terça-feira, ela chegou com trejeitos de uma quinta bandida. Uma noite de excessos, discursos incontidos, solos de bateria. Uma noite para volume alto. Mas, a quarta avizinha, a espreita, diligentemente burocrática e sisuda. Acendo cigarros de todos naipes, escondo-me na cortina de fumaças. Baforadas de angústias e desejos. Hoje era para ser uma noite de uísque sem gelo. De declamar blues, de dizer palavrões. Era para ser uma noite de rock e sexo. Sem velas, mas brasas. Mas, não é !

Resignar ou rebelar?

Fico por aqui, sem saber do desfecho...



 Escrito por Otto às 01h10
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  Algum Lugar no Mundo

Um canto,

Qualquer pedaço.

Satisfaço-me com pouco.

Uma centelha do bagaço,

Sou mesmo mouro.

Despojado de tudo,

Já me encontro.

Um leve esbarrão,

Um furtivo olhar

Ou mesmo um aceno.

Um incontinenti piscar,

Uma migalha da tua atenção.

Suficiente para me suprir,

Anos de guerrilhas e combates

A me entreter,

Do teu vazio.

Você surge em ricochetes,

Em noites infindáveis.

A insônia minha parceira.

Solto no mundo,

Desgarrado,

Perdido em algum lugar no mundo.

Um meteoro no infinito,

Preciso aterrizar,

Em algum canto.



 Escrito por Otto às 00h18
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  Asa Delta

Pulo do precipício,

Alado, flutuo,

Buscando ângulos,

Tons, cores,

Vejo-te minúscula,

Incrédula.

Eu onipotente,

Te julgo:

Veredicto condenatório,

Subjugado por desejos,

Pena capital.

Planando em idéias,

Escrevo nossa história,

Em verdades censuradas.

Agite as bandeiras,

Sinalizando o ponto do pouso.

Não quero me perder,

Necessito-te ativa,

Aterrizar em ti,

Mesmo sem plano de vôo.



 Escrito por Otto às 13h45
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  Final Cut

Corte Final

 

Déspotas incrédulos

Missões secretas

Tramas fanáticas

A lâmina afiada

Dilacera a carne,

Esperanças e crenças

Não há bandido ou mocinho

A bestialidade não tem lado

A barbárie instalou-se

Nas entranhas

A crueldade lançada à competição olímpica

Pólvora de desatino

Explodindo a descrença do ser

Desnudando o horror da fera humana

Intolerância e ganância

A humanidade em xeque

Enquanto houver poesia

Haverá esperança

Contrapondo a insensatez

 



 Escrito por Otto às 22h54
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