No Olho do Furacão
  Arrepio

Tua presença causa tremores

Pêlos oriçam

Pensamentos volitam

Procuro amores

Entre laços

Volúpia corre

Te pego em abraços

Fuga morre

Sensatez sem nexo

Termina em sexo



 Escrito por Otto às 00h30
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  Piazzolla instiga...

Feche seus olhos

E escute

Ritmo bússola

Cama harmônica

Desencontro dissonantes

Acolhe deslizes

Cortina proteção

Permite segredos

Nudez seres

Desabotoando posturas

Expondo cicatrizes

Tudo gira

Nada aquieta

Permissão pecados



 Escrito por Otto às 23h52
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Trânsito Noturno

 

Percorri esconderijos mundanos

Encontrei desamparados

 

Te procurei em botecos

Vi só rostos derrotados

Caminhos obsoletos

Sorrisos inebriados

 

Me perdi em arapucas

Umbrais transitei

Escuridão palco horror

 

Noite injusta com quereres



 Escrito por Otto às 22h55
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  Uma frase que anda me perseguindo

“As vezes me preservo,

Noutras suicido.” (Zeca Baleiro)



 Escrito por Otto às 01h15
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  Irreversível (papo cinema)

O TEMPO DESTRÓI TUDO.

Bernardo Mello Franco

"Irreversível", do francês Gaspar Noé, é o filme mais polêmico a ganhar a tela grande nos últimos tempos.

As críticas na imprensa acompanham a reação do público: alguns amam e outros detestam, mas ninguém permanece indiferente. Ricardo Calil, do site NoMinimo, listou alguns adjetivos que têm sido empregados para descrever a fita: “doentia”, “fascista”, “repugnante” e “abominável”. O Jornal do Brasil deu quatro estrelas, "excelente". Já o eterno comentarista do Oscar Rubens Edwald Filho se mostrou preocupado com a possibilidade das cenas despertarem o desejo nos espectadores e, por fim, defendeu a internação do diretor numa clínica psiquiátrica.
Não é difícil encontrar os motivos da discussão. "Irreversível" tem algumas das cenas mais violentas já vistas no cinema. Na primeira seqüência, o crânio de um homem é esmagado com um extintor de incêndio. Mais adiante, a jovem Alex (Monica Bellucci, sem dúvida a atriz mais bonita em atividade) é estuprada e mutilada diante de uma câmera fixa por oito minutos. Numa montagem que conta a história de trás para frente, a primeira ação acontece como resultado da segunda: é o desejo de vingar o ataque à namorada que transforma Marcus (Vincent Cassel) num animal, disposto a fazer justiça com as próprias mãos.

Maior desconforto está na montagem


Ao contrário do que acontece em "Amnésia", de Christopher Nolan, a narração invertida de "Irreversível" não serve só como um truque moderninho para criar suspense. Na verdade, o suspense do filme é nenhum, e a partir da metade da fita Alex e Marcus aparecem como um casal pequeno-burguês comum, apaixonado e vivendo situações banais.

O recurso ganha efeito quando percebemos que a cena final, se vista após a do estupro, poderia parecer "justificada" pelo mecanismo de catarse que modela nossas sensações no cinema. Ao inverter a ordem dos fatores, Noé desconstrói os esquemas de justificação da violência, jogando a barbárie em estado puro na cara do espectador. Fica difícil dizer se o desconforto está mais nas tomadas, feitas com um realismo incrível e ajuda da computação gráfica, ou na força provocadora da montagem.
Tempo e acaso
Além de discutir os efeitos da passagem do tempo - que "destrói tudo", segundo a frase que abre e fecha a fita -, a trama aborda a questão do acaso, de sua capacidade de transformar a vida das pessoas. Com efeito, "Irreversível" é um filme sobre a perda do controle - das nossas próprias ações e do que acontece à nossa revelia.
Em entrevista ao repórter Alexandre Werneck, publicada em setembro no JB, Noé contou que o roteiro tinha apenas três páginas de descrições gerais. Quase todas as cenas e diálogos foram improvisados na hora, em trabalho conjunto com os atores. Inclusive a seqüência de estupro, co-dirigida por Monica Bellucci.
A intenção de chocar é evidente, mas o próprio Noé parece ter se surpreendido com o tom das críticas que recebeu. Em sua defesa, argumenta que os cineastas costumam mostrar a violência de forma moralista, e não propriamente violenta. E sugere que não é preciso mostrar sangue para chocar as platéias, dizendo que o filme brasileiro mais violento que já viu foi o curta-metragem "Ilha das Flores", de Jorge Furtado, que mostra crianças vivendo do lixo de Porto Alegre.



 Escrito por Otto às 01h00
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  Luz Fresta

Vc penetra frestas,

luz narcotiza,

me instiga

a não querer voltar

a realidade...

Sedução exposta.



 Escrito por Otto às 00h47
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  Vozes

Ouço-te em soluços

Silêncio capela

Ecoa vazios

Sintonia reboliços

 

Ouço-te em escalas

Ritmos descompassados

Tambores tribais

Anunciam sacrifícios

Raça, corpo, rumos

 

Ouço-te em vozes,

Sinais, jeitos, pêlos,

Ouço-te em apelos,

Rimas, notas, medos



 Escrito por Otto às 00h34
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  The Dark Side

Voltou o formato original.

Talvez ajude a retomar uma fase mais criativa.

Pois, ultimamente ando sem qualquer conteúdo.

 



 Escrito por Otto às 20h56
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  O Coração do Sol

No meu pequeno mundo

A brisa se arrasta.

Umidade me tornando imundo,

Como se o resto não bastasse.

 

Abro a janela e nada.

Entre goles, devaneio...

Busco horizontes,

E você não apareceu.

 

O sol brilha para todos,

Imundos, pedófilos, reis e rainhas. 



 Escrito por Otto às 21h52
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